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Origem do Sobrenome

Página colocada no ar em 04.12.2003
Atualizada em 05.12.2009
 

 

Em primeiro lugar uma explicação da formação dos sobrenomes italianos.
Em segundo, sobre o sobrenome Rossari.
Por último, algumas explicações sobre a formação de sobrenomes de outras nacionalidades.
 

Bem Vindos

 

Este gráfico mostra a ocorrência hoje em dia, do sobrenome Rossari na Itália (fonte: Gens-Labo )


Sobrenome, apelido de família ou em italiano cognome; é a porção do nome do indivíduo que está relacionada com a sua ascendência. Está intimamente ligado ao estudo genealógico.
 

Conhecer a origem dos sobrenomes poderá indicar de onde certa família descende, no que trabalhavam ou conhecer algumas características dos ancestrais dessa família.

 

Na Antiga Roma tinham apenas um nome próprio. No entanto mais tarde passaram a usar três nomes.
O nome próprio ficava em primeiro e se chamava "praenomen".
Depois vinha o "nomem", que designava o clã.
O último nome designava a família e é conhecido como "cognomen".
Alguns romanos acrescentavam um quarto nome, o "agonomen", para comemorar atos ilustres ou eventos memoráveis.

Quando o Império Romano começou a decair, os nomes de família se confundiram e parece que os nomes sozinhos se tornaram costume mais uma vez.
 
De um modo geral, os sobrenomes foram criados para que se pudesse distinguir pessoas que possuíam os mesmos nomes de batismo, e nem por isso faziam parte de uma mesma família.
Não é difícil encontrar nos registros antigos pessoas com os mesmos nomes:
- Giovanni figlio di Giovanni
ou
- Luigi figlio di Giovanni
 

Com o crescimento das comunidades, isso começou a gerar vários problemas.
Foi quando a comunidade eclesiástica resolveu estabelecer algumas regras simples para a criação de um sobrenome que acompanhasse a família pelas várias gerações.
Os padres, por terem um acesso maior ao povo, foram quem instituíram os primeiros sobrenomes. No entanto o primeiro grande passo em direção a um sistema de sobrenomes em massa, se deu por uma disposição do
Concílio de Trento (1564), que tornava imutável, obrigatório e transmissível o sobrenome. Isso para facilitar a cobrança de impostos, mas principalmente para evitar casamentos e uniões entre consangüíneos.

Eles usaram nomes que já faziam parte do cotidiano das famílias como por exemplo:
- nomes de lugares ou cidades de origem da família: esses nomes eram geralmente precedidos por D',Da, De, Di, Dall, Dell.
Ex: De Biasi , Da Montana , Dell Lago etc.
- nomes de profissões exercidas pelas famílias.
Ex:
- nomes de criações de animais.
Ex: Falconni , Gallo , Cavalli , etc.
- características físicas e de personalidades.
Ex: Manco , Buono , Gentille , etc.
- nomes de santos (as) da comunidade.<
Ex: Santana ,
- os primeiros nomes repetidos, mas, precedidos por D', De , Di.
Ex: D'Andrea , De Marco , Di Giovanni,etc.

Essa foi à regra geral, mas ao longo dos tempos muitos sobrenomes foram sendo modificados, através de erros na hora do registro ou mesmo alterados pelas próprias famílias que muitas vezes analfabetas, não tinham a noção da importância da grafia correta de seu nome.
Os sobrenomes italianos também sofreram grandes alterações na hora de seus registros no Brasil, essas mudanças podem ser uma grande dificuldade na hora em que for preciso procurar algum documento na Itália. Por isso se estiver procurando por seus antepassados não se esqueça de certificar-se que o sobrenome procurado é o correto.

Concluindo: o sobrenome italiano, assim como o conhecemos hoje, remonta a uma dezena de séculos. Podemos pois afirmar com toda a certeza, que já existia documentado bem antes de terem sido plantadas as árvores com cuja madeira seria construída a "famosa caravela" de Martim Afonso de Souza, que traria de Portugal para o Brasil, há pouco descoberto, aqueles que se denominariam de "quatrocentões".

Atualmente na Itália, segundo recentes pesquisas temos um panorama de aproximadamente 257.000 sobrenomes documentados.

 

Vou contar um pouco do que descobri sobre o sobrenome ROSSARI
 

Como tudo indica esse sobrenome é original do Norte da Itália.
Não achei nada especifico sobre Rossari, mas lendo vários artigos sobre onomástica (origem dos nomes) ,descobri:
- que ele se originou do sobrenome ROSSA que em italiano quer dizer braçada de rosas ou algo da cor vermelha
- que o RI em onomástica italiana significa o plural de família.
- ou seja, era mais de um grupo de pessoas da mesma família.
- no início da pesquisa achei que o sobrenome ROSSARI derivasse da cor dos cabelos, (uma família ruiva talvez).
Mas depois, conforme minhas pesquisas foram avançando, já posso descartar essa hipótese,
- achei em 1189, na região de Cremona, uma família denominada pelo nome DA TERRAROSSA  isso significa que a origem provavelmente vem de algo ligado a terra ou ao cultivo de algo vermelho (talvez rosas ou vinho).

Mesmo na Itália esse sobrenome é raro

 

Como já havia escrito antes, o meu sobrenome vem de algo ligado á terra .Esta semana achei em um site de onomástica esse brasão do sobrenome Rossari, e ele vem representado por oito rosas em um fundo ouro ( que pode representar a fecundidade da terra).

 

 

Sei que os Brasões tem apenas valor sentimental e nenhum valor legal ( a não que se consiga provar que se descende legalmente do dono original do Brasão ), fora isso, hoje virou comércio de shopping vender brasões de família. Mas mesmo assim, sabendo de tudo isso, comprei um e dei de presente para o meu pai, que gostou muito, e confessando...eu também :)

Preciso tirar uma foto melhor, e colocar a descrição que o acompanha...em breve.

Mas ainda há uma outra variante que não pode ser descartada, os sobrenomes antigos também podiam ser doados pelos donos de terras aos seus empregados.
Então ai surge uma outra dúvida a ser esclarecida.

Existe o fato de haver alguns religiosos com o sobrenome Rossari, e isso naquela época denotava uma certa pureza na origem do sobrenome, pois para se entrar no clero era preciso uma série de investigações sociais e religiosas não sendo permitido nada que pudesse desonrar a classe eclesiástica. Não era necessariamente a situação financeira que contava (mas isso era levado em conta,pois muitas vezes eles eram obrigados a fazer doações para a igreja), mas principalmente a cultura e o relacionamento social.
Ainda falta muito para o verdadeiro conhecimento do meu sobrenome, mas pequenas peças já começam a se juntar e isso é realmente muito gratificante.


Como eu havia escrito no texto acima, a hipótese de o sobrenome Rossari ter sido "doado" por donos de terras na Itália, está quase descartado.

Tenho observado, que esse sobrenome é muito antigo na região norte da Itália, e as primeiras pessoas com esse sobrenome moravam na região da Toscana , região com forte influência espanhola e germânica, aonde encontramos inclusive, vários povoados antigos que incluem no seu nome a variação da palavra "Rossa", e que como eu já descrevi acima a terminologia do "RI" em italiano se refere ao plural, ou seja um núcleo familiar derivado do mesmo tronco (um mesmo genitor principal, com vários filhos herdando o sobrenome acrescentado do Ri para mostrar que havia mais de uma família).

Com essa suspeita, fui investigar alguns nomes próprios usados pelos meus bisavós, pois os italianos usavam dar aos primeiros filhos nomes de seus pais ou bisavós, uma forma de homenagear e cultuar a memória familiar.

Com essa suspeita mais uma variante surgiu, pois como alguns nomes usados na família são de origem tedesca fui pesquisar isso também. "Tedesca era a forma como os italianos chamavam os povos germânicos, que tiveram também sua fatia de dominação no Norte da Itália representados pelos austríacos, isso aconteceu entre 1710 e 1866 Houve também antes dessa dominação austríaca uma outra, feita pelos povos do reino Longobardi e do reino Francês, isso por volta do ano de 1600.O mais curioso dessa descoberta é que os primeiros sobrenomes Rossari que eu achei são nessa época de dominação Francesa , na região de San Martin del Lago, aonde inclusive observei a primeira variação do nosso sobrenome, (uma pessoa foi registrada Rossari com I no final, e alguns dos seus descendentes foram registrados Rossary com Y no final, ainda hoje na França existem essas duas formas de Rossari)".
 

Agora existe então mais uma possibilidade para estudos, pois Rossari pode ser um toponimo italianizado de Russ ou Ross, pois o sufixo ARI ou ERA adicionados a um sobrenome podem ter um significado de coletivo (ai encontramos um dado em comum com a outra pesquisa, ou seja, existiam várias famílias do mesmo tronco).

Como vocês podem perceber, essa pesquisa ainda está longe de acabar, mas não deixa de ser uma coisa que eu adoro fazer.

Vou colocar abaixo os significados de alguns nomes da nossa família. Em breve colocarei outros.


- Ernesto
É de origem germânica e é usado na Itália desde os anos de 1400 e 1500. A velha forma tedesca (alemã) é Ernust, hoje no tedesco moderno é Ernest.

 

Madalena:
Hebraico, significa magnífica. Pessoa discreta e observadora que prefere ouvir a falar. Está sempre analisando seus sentimentos e revela preocupação com a vida espiritual.

- Luigia
É de origem espanhola ou portuguesa e é o feminino de Luigi. Existe também uma variante desse nome que é Luisa.

- Andrea
Deriva do nome próprio Andréas que se originou do grego Andros (que significa homem), é um nome muito antigo na Itália e com distribuição homogênea por todo o território. Na forma de sobrenome é concentrado no norte oriental da Itália.

Lúcia:
Feminino de Lúcio, latim, luz. Nome que significa preocupação pelos outros e por tudo que a rodeia. Pessoas que valorizam a amizade e a solidariedade. Costumam estar sempre dispostas a prestar toda a espécie de ajuda a quem solicita.
 

FRANCESCO
Origem do latim. Significado: NASCIDO NA FRANÇA

- Dozolina
É uma variante de Desolina, pouco se sabe desse nome e ele é muito pouco usado na Itália, se encontra na região Central e deriva diretamente do Latin "Desolinus".

-Herminia:
Em Italiano é o feminino de Herminio que descende do latim e que quer dizer AQUELE QUE VEM DE UM POVOADO PERTO DE ROMA.

Em espanhol Procede do nome germanico Ermim, semidios de uma das mitologias.nombre germánico Ermin, semidios de una de las mitologías
nórdicas.

- Albino
Existem duas explicações para esse nome, a primeira que deriva de uma vila chamada Albino na província de Bergamo, e a segunda do latino Albinus (pessoa com pele muito clara ou cabelo branco) Na forma de sobrenome é encontrado na Lombardia.

Sempre que eu avançar na pesquisa do meu sobrenome atualizarei os dados constantes nesse site.
Se alguém conhecer algum outro dado sobre esse sobrenome agradeceria a participação através de meu e-mail que se encontra na página principal.

 

 

 

A formação dos sobrenomes pelo mundo
 


Os primeiros a adquirirem sobrenomes foram os chineses. Algumas lendas sugerem que o Império Fushi decretou o uso de sobrenomes, ou nomes de famílias, por volta de 2.852 a.C. Os chineses tinham normalmente 3 nomes: o sobrenome, que vinha primeiro e era uma das 438 palavras do sagrado poema chinês "Po-Chia-Hsing". O nome de família vinha em seguida, tirado de um poema de 30 personagens adotados por cada família. E o nome próprio vinha então por último.
 

Em Portugal

Nos documentos oficiais em Portugal, por exemplo, na chancelaria régia portuguesa, os registros mencionam sempre o nome da pessoa, seguido do nome do pai dela, de forma a impedir confusões entre homônimos.

Assim temos dois tipos básicos de sobrenomes, os que eram dados, ou chamados pelos de fora a alguém, para o distinguir (apelido, o mesmo que alcunha), e aqueles que são escolhidos pelo próprio para se afirmar, ou distinguir perante os outros (toponímicos).

No século XI, época da Revolução Urbana na Europa, com a explosão da população nas até então pequenas cidades medievais, pouco mais do que aldeias, o uso de um segundo nome se tornou tão comum nessas urbes subitamente crescidas, e onde as pessoas passaram a ter mais dificuldade em conhecerem-se todas, que em alguns lugares era mal considerado não se ter um sobrenome. Mas mesmo tendo sido este fenômeno o começo para todos os sobrenomes que existem hoje, grande parte dos nomes usado nas Idades Média e Moderna não tem a ver com a família, isto é, nenhum era obrigatoriamente hereditário, até à implantação do registro civil com força de lei em Portugal, no ano de 1911. Note-se que até ao século XVII nem sequer a Família Real dispunha de sobrenome, sendo apenas os seus membros tratados pelos seus nomes próprios e seus respectivos títulos distintivos.

Até 1911, com efeito, a adoção dos sobrenomes era liberal, isto é, as pessoas eram apenas batizadas com o nome próprio, e escolhiam livremente mudar esse nome próprio ao entrar na adolescência, época em que recebiam o sacramento do Crisma, considerado um novo batismo, e que permitia, e permite, mudar o nome próprio, ou acrescentar-lhe outro. Até 1911, pois, por conselho da família ou vontade própria, o crismado escolhia qual ou quais os sobrenomes de família que iria assinar como adulto. Esses registros eram exclusivamente os da Igreja Católica, que serviam oficialmente quando preciso na vida civil.

À medida em que os governantes passaram a usar cada vez mais documentos escritos e a deixar registrados seus atos legais, foi-se tornando mais importante identificar com exatidão as pessoas. Em algumas comunidades nos centros urbanos, os nomes próprios eram insuficientes para distinguir as pessoas. No campo, com o direito de sucessão hereditária de terras, era preciso algo que indicasse vínculo com o dono da terra, para que os filhos ou parentes pudessem adquirir a herança, já que qualquer pessoa com o mesmo nome poderia tentar se passar por filho. Acredita-se que na Europa, só depois de terminado o século XIX, a maior parte das pessoas de qualquer nível social tinha um sobrenome, ou sobrenomes, hereditários, fixos nalguns casos. Fora da cultura lusófona, este sobrenome tendia a ser patrilinear, único, e identificava a família como primado de identidade masculina, provendo assim uma ligação com o passado, e preservando sua identidade no futuro.
 

No mundo fora da Lusofonia não é surpresa o fato de que antigamente a prioridade das famílias mais importantes fosse ter filhos homens, para manter o nome, afinal, os filhos homens eram quem passavam o sobrenome para as novas gerações, e por essa razão era desgostoso para uma família não ter nenhum descendente masculino. Já em Portugal vigorava o conceito de casa, tanto entre a nobreza quanto entre o povo, constituído pela noção de património familiar comum partilhado, no qual, na ausência de varões, sucediam as mulheres como senhoras da casa, que em muitos casos transmitiram, e transmitem ainda, esse sobrenome da casa à sua descendência. É o chamado sistema misto. Este costume português explica porque é que atualmente são raríssimas, se é que ainda existem, as famílias portuguesas, ou de origem portuguesa, que mantenham a varonia do sobrenome, ou sobrenomes usados na atualidade. Ao contrário da França, por exemplo, aonde se sabe que as famílias se consideram extintas na falta de homens que lhes transmitam o nome, em Portugal elas sobreviveram, bem como o uso dos sobrenomes antigos, através da transmissão por via feminina.

Além disto, convém ainda ter em conta que durante a profunda vivência religiosa dos tempos antigos, a noção de parentesco e de família, mais do que carnal, era considerada espiritual, pelo que as pessoas com larga vivência comum numa mesma casa, aonde a família se considerava constituída por amos, parentes, filhos, criados, e até os escravos, todos podiam ser conhecidos pelo sobrenome principal da casa, mesmo os escravos batizados, que recebiam no batismo os nomes e sobrenomes dos seus senhores. E o parentesco espiritual era tão forte que, por exemplo, padrinhos eram considerados como pais dos seus afilhados, impedidos de casar, por exemplo, etc. Assim, muitas vezes os afilhados, sobretudo quando herdavam dos padrinhos, tomavam os seus sobrenomes, especialmente se estes fossem seus parentes, mesmo que remotos, sem outra razão para tal que não fosse manter um mesmo sobrenome ligado aos mesmos bens transmitidos. Este aspecto esteve mesmo muitas vezes consignado nas escrituras de instituição de vínculos temporais, em que os instituidores obrigavam todos os sucessores a usarem o sobrenome ligado aos bens, o que explica o costume formado em Portugal de utilização oficial de cada vez mais sobrenomes, de maneira a não poder perder esses bens que tinham essa cláusula.

 

Formação e adoção dos sobrenomes noutros países europeus

Noutros países, o processo foi muito distinto. Parece que o uso moderno dos nomes hereditários é uma prática que se originou na aristocracia comercial veneziana durante as Cruzadas, na Itália, por volta do século X ou XI. Muitos desses nomes italianos usados eram, porém, não os de uma família de sangue, mas sim de uma família corporativa, ou seja, um nome comum para todos os membros de um sindicato comercial, e respectivos familiares, unidos pelo negócio, e não pela biologia. Outros viajantes, voltando da Terra Santa e passando pelos portos da Itália, tomaram nota deste costume e o espalharam muito lenta e gradualmente pelo resto da Europa Ocidental, nas zonas litorâneas urbanas por onde passava a navegação de cabotagem.

Por exemplo, no começo dos séculos XV e XVI os nomes de família ganharam popularidade na Polônia e na Rússia. Os países escandinavos, amarrados ao seu costume de usar o nome do pai como segundo nome, não usaram nomes de família antes do século XIX, e na Islândia - país com pequena população - até hoje se mantém este uso. A Turquia esperou até 1933, quando o governo forçou a prática de sobrenomes a ser adotada em seu povo.

Os sobrenomes foram primeiramente usados pela nobreza e ricos latifundiários (senhores feudais), e pouco a pouco foram adotados por comerciantes e plebeus. Os primeiros nomes que permaneceram foram aqueles de barões e latifundiários, que receberam seus nomes a partir de seus feudos ou propriedades. Estes nomes se fixaram através da hereditariedade destas terras. Para os membros da classe média e trabalhadores, como as práticas da nobreza eram imitadas, começaram a usar assim os sobrenomes, levando a prática ao uso comum.

É uma tarefa complicada classificar os nomes de família por causa das mudanças de ortografia e pronúncia com o passar dos anos. Muitas palavras antigas tinham significados diferentes na época, ou hoje em dia estão obsoletas. Muitos nomes de família dependeram da competência e discrição de quem os escreveu no registro. O mesmo nome pode muitas vezes estar escrito de diferentes maneiras até mesmo em um documento só. Um exemplo: Carlos Red, que recebeu seu nome por ter cabelos vermelhos (red=vermelho, em inglês), pode ter descendentes prováveis com o sobrenome Reed, Reade, etc.

Os nomes de família chegaram até nós de diferentes maneiras. Como os sobrenomes italianos a grande maioria dos sobrenomes evoluiu de cinco fontes principais:
 

Ocupação: John, sendo carpinteiro, cozinheiro, moleiro, alfaiate, chamar-se-ia em inglês, respectivamente, de: John Carpenter, John Cook, John Miller e John Taylor. Um ferreiro, se chamaria em inglês de Smith, um dos sobrenomes mais comuns. Toda vila tinha os seus Smiths (ferreiros), Millers (moleiros), Taylors (alfaiates) e Carpenters (carpinteiros), Gardners (jardineiros), Fisherman (pescadores), Burke ou Burgie (tem a ver com castelos ou fortes), Hunters (caçadores), sendo que os Millers de uma vila não tinham necessariamente qualquer relação com os Millers de outra vila.

Localidade:
O John que morava numa colina/montanha (hill, em inglês) pode ter ficado conhecido por John Overhill (over, considera-se "em cima"). O John que morava perto de um riacho poderia ser chamado de John Brook (brook=arroio, ribeiro). Pode-se dizer que, em inglês, um sobrenome deriva de um local quando, por exemplo, termina em:
* -hill (em inglês) ou -berg (em alemão), ambos significam montanha, monte;
* -ford (um leito de rio);
* -wood (floresta, bosque);
* -brook (arroio, ribeiro);
* -well (poço).

Alguns nomes portugueses são derivados de nomes estrangeiros de localidade. Por exemplo, Dutra teria vindo do holandês 'van Utrecht'.

Patronímico e matronímico:
Muitos sobrenomes indicavam antigamente o nome do pai ou da mãe; por exemplo, "Esteves" significa "filho de Estêvão". Mas também Joana Fernanda significava Joana, filha de Fernanda, assim como André João significou André, filho de João, e José Mariano quis dizer José, filho de Maria. Alguns dos patronímicos e matronímicos são cursivados, [1][2]e se passará a chamar Joana Fernandes ou André Eanes aos mesmos dois exemplos referidos atrás, processo sempre iniciado no litoral, e mais tardio no interior português ou no interior colonial. Os sufixos (ou prefixos) dos patronímicos variam de país para país:
 

* Alemanha: -sen; -son; -sohn. Exemplos: Janssen, Jansson, Moretzsohn
* Armênia:
-ian. Exemplos: Minassian, Sarkissian (Sargsian).
* Bulgária:
-ov (masc.); -ova (fem.). Exemplos: Stoyanov(a).
* Dinamarca:
-sen. Exemplos: Olsen, Petersen.
* Escócia: Mc-; Mac-. Exemplos: McNamara, MacMillan.
* Espanha:
-ez. Exemplos: Fernández, Méndez.
* Finlândia:
-nen. Exemplos: Virtanen, Salonen, Häkkinen.
* França: -
t. Exemplo: Martinet.
* Geórgia: -
dze; -shvili. Exemplos: Makharadze, Saakashvili, Gabashvili.
* Grécia: -
poulos. Exemplos: Tatopoulos, Papadopoulos.
* Hungria: -y
i. Exemplo: Simonyi.
* Inglaterra: -
son. Exemplos: Johnson, Williamson.
* Irlanda:
Mc-; Mac-; O'-. Exemplos: McNaughton, MacNamara, O'Neil.
* Islândia:
-sson (masc.); -dóttir (fem.). Exemplos: Danielsson, Davíðsdóttir.
* Itália:
-i. Exemplos: Leonardi, Lorenzi, Benhossi.
* Normandia:
Fitz-. Exemplos: Fitzgerald, Fitzpatrick.
* Noruega: -
sen. Exemplos: Sörensen, Jakobsen, Mortensen.
* País Basco: -ena. Exemplos: Hernandorena, Michelena (Mitxelena).
* País de Gales:
Ap-, Up-. Exemplo: Apjohn, Upjohn, Updike.
* Países Baixos: -
ssen. Exemplo: Janssen.
* Países Catalães:
-is; -es. Exemplo: Vives.
* Polônia: -wicz;
-ski. Exemplos: Marcinkiewicz, Kowalski.
* Portugal:
-(e)s. Exemplos: Simões (filho de Simão); Guimarães (filho de Guímaro, ou Vímara); Fernandes (filho de Fernando); Henriques (filho de Henrique); Nunes (filho de Nuno); Martins (filho de Martim); Rodrigues (filho de Rodrigo).
* Romênia:
-escu. Exemplos: Filipescu, Popescu.
* Rússia:
-ov, -ev (masc.); -ova, -ovna (fem.); -vitch. Exemplos: Ivanov(a), Petrovich.
* Sérvia: -
ić. Exemplos: Petrović; Petković; Milošević.
* Suécia:
-sson. Exemplos: Petersson, Gustafsson.
* Ucrânia:
-enko. Exemplo: Timoshenko.
* Na Normandia:
John, filho de Randolph, ficaria John fitz-Randolph.
* Na Escócia,
os descendentes, por exemplo, de Gilleain eram conhecidos como MacGilleain e mais tarde abreviava-se para Mc, como McClean, McLane, McCann, McDaudt, etc.

Característica:
- um homem muito baixo poderia ser chamado, em inglês, de Small, Short, Little ou Lytle.
- um homem grande poderia ser então Longfellow, Large, Lang ou Long.
- muitas pessoas que tinham características de um animal receberiam dele o nome, como por exemplo, uma pessoa travessa, astúcia, poderia ser chamada de Fox (raposa);
- um bom nadador, de Fish (peixe);
- um homem quieto, Dove (pombo) e assim por diante.
Os sobrenomes que são normalmente engraçados, alguns surpreendentes e por vezes até embaraçosos, são os nomes que provêm das características. Nem sempre se pode levar a sério o significado de um sobrenome comparando com os valores de hoje em dia, pois o significado das palavras mudou durante centenas de anos. Diante do sobrenome inglês "Stout", pode-se interpretar que o titular deste sobrenome era gordo, fortão ou então decidido, resoluto.

Muitos sobrenomes têm mais de uma origem. Por exemplo, o sobrenome inglês "Bell" (sino) pode dizer tanto de alguém que morou ou trabalhou onde se toca o sino, quanto alguém que fabricava sinos. Pode ser descendente de alguma Isabel, ou pode ter vindo do francês antigo no qual a palavra "bel" significa beleza, correspondendo então a alguém muito bonito.

Religião:
nos países em que a religião mais influente é a católica, é habitual o uso de designações religiosas nos apelidos. Exemplos: Anjos, Assunção, Baptista, Espírito Santo, Graça, Luz, Jesus, Santos.
 

*Como se pode ver, descobrir o significado de um sobrenome, saber se sua grafia está certa, se houve erros no passado ou mesmo se carregamos nossos verdadeiros sobrenomes é uma descoberta quase mágica. Que depende de muito estudo sério. Onomástica não é algo simples como parece a principio e teria assunto aqui para mais uma dezena de páginas. Mas assim que for achando coisas interessantes vou atualizando a página

Ciao

Tânia Rossari

 

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